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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Nos Ombros de Gigantes (10)


"Fabricador de instrumentos de trabalho, de habitações, de culturas e sociedades, o homem é também agente transformador da história. Mas qual será o lugar do homem na história e o da história na vida do homem?"

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nos Ombros de Gigantes (10)



O Historiador

Veio para ressuscitar o tempo
e escalpelar os mortos,
as condecorações, as liturgias, as espadas,
o espectro das fazendas submergidas,
o muro de pedra entre membros da família,
o ardido queixume das solteironas,
os negócios de trapaça, as ilusões jamais confirmadas
nem desfeitas.

Veio para contar
o que não faz jus a ser glorificado
e se deposita, grânulo,
no poço vazio da memória.
É importuno,
sabe-se importuno e insiste,
rancoroso, fiel.

Carlos Drummond de Andrade, in 'A Paixão Medida'

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Nos Ombros de Gigantes (9)


"Para fazer história não é necessário se afastar do mundo, das coisas, das pessoas, mas estar tão próximo delas que já não saibamos quando começa o eu e o outro, o eu e o eles.
Para ser historiador, como para ser poeta, é preciso não estar alheio a nada, é preciso estar envolvido pela vida, estar misturado com as pessoas e as coisas, para existir nelas, ser disfarçado."

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sábias Palavras


"As teias do conhecimento nos liberta!"
Benedito Genésio



Ps: Frase proferida no dia 03/02/2010, pelo grande professor Benedito Genésio, numa simplória e corriqueira conversa nos corredores do Centro de Ciências Humanas - CCH , da Universidade Estadual Vale do Acaraú.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nos Ombros de Gigantes (8)

"Identificar um caminho não implica achá-lo sempre belo, como não implica que não haja outro possível. Ao historiador não compete julgar e sim compreender."

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sábado, 31 de outubro de 2009

Nos Ombros de Gigantes (7)

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“Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceites o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempos de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente, de humanidade desumana,
nada deve parecer natural,
nada deve parecer impossível de mudar.”
Bertold Brecht

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Nos Ombros de Gigante (6)

"O tempo é um grande professor, pena que mate todos os seus alunos."

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Nos Ombros de Gigantes (5)


"Mentira que a história começa com o homem-macaco. A história começa quando você concebe que é o responsável pela própria concepção. " Raul Seixas

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Nos Ombros de Gigantes (4)

"A história que nos conduz e nos determina tem mais a forma de uma guerra do que de uma linguagem: relações de poder, não relações de sentido. A história não tem 'sentido' algum, no entanto isso não quer dizer que seja absurda ou incoerente."

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sábado, 13 de junho de 2009

Nos Ombros de Gigantes (3)


O Passado...
Homens sem pressa, talvez cansados,
descem com leva madeirões pesados,
lavrados por escravos
em rudes simetrias, do tempo das acutas.
Inclemência.
Caem pedaços na calçada.
Passantes cautelosos desviam-se com prudência.
Que importa a eles o sobrado?
Gente que passa indiferente,
olha de longe, na dobra das esquinas,
as traves que despencam.
Que vale para eles o sobrado?
Quem vê nas velhas sacadas de ferro forjado
as sombras debruçadas?
Quem é que está ouvindo
O clamor, o adeus, o chamado?...
Que importa a marca dos retratos na parede?
Que importa as salas destelhadas,
e o pudor das alcovas devassadas...
Que importam?
E vão fugindo do sobrado, aos poucos,
os quadros do Passado.

Cora Coralina

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domingo, 24 de maio de 2009

Nos Ombros de Gigantes (2)


"A história é a matéria-prima para todas as ideologias.É vital o historiador lutar contra a mentira. O historiador não pode inventar nada, e sim revelar o passado que controla o presenta às ocultas". Eric Hobsbawm

Dando continuidade a sessão "Nos Ombros de Gigantes", que se propõe a ser semanal, temos nesta semana a frase do famigerado Eric Hobsbawm. Sugestão de frase do nosso amigo Elmer Vieira, que sempre esteve presente dando apoio, desde os momento iniciais de idealização deste blog.
Mande você também suas sugestões. Nos ajude a construir este espaço e a fomentar as discussões e debates. Sua participação é imprescindível para o Pássaro de Minerva.

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nos Ombros de Gigantes


“O objeto da história é por natureza o homem. Melhor: os homens. Mais do que o singular, favorável à abstração, convém a uma ciência da diversidade o plural, que é o modo gramatical da relatividade. (...) são exatamente os homens que a história pretende apreender. Quem não o conseguir será, quando muito e na melhor das hipóteses, um servente da erudição. O bom historiador, esse, assemelha-se ao monstro da lenda. Onde farejar carne humana é que está a sua caça.” Marc Bloch - Introdução á História

“No ombro de gigantes”, é uma sessão do blog, destinada à exposição e debate sobre frases e fragmentos de textos de grandes autores, sejam eles historiadores ou não. Buscando fomentar debates a respeito da história e dos historiadores, por meio de vários olhares. Assim deixe seu comentário, participe contribuindo neste debate que prima pela polifonia.

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Perguntas de um leitor operário



Perguntas de um leitor operário

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima refulgente de oiro moravam os seus construtores?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a lendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias.
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os banquetes?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas

Bertolt Brecht
Imagem: Tarsila do Amaral - ‘Operários’

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