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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

VIII Semana de História da UVA


Começaram os preparativos para a VIII Semana de História da UVA, com o tema História & Arquivos, que acontecerá entre os dias 22 à 26 de novembro de 2010
É hora de dar idéias, refletir, discutir o curso, nossa formação e a produção acadêmica, e arregaçar as mangas para fazer acontecer mais uma Semana de História dentro do curso de história da Universidade Estadual Vale do Acaraú.
Assim aqueles que estiverem interessados em dar ideías, propor ações e se propor a ação, no intuito de ajudar a construir este evento, a dica é dar uma passada no blog da VII Semana de História da UVA.
Lá você poderá encontrar a programação do evento, as principais datas e prazos (envio de trabalhos, inscrições, etc.), assim como saber o que anda rolando na organização da semana, e se colocar a disposição para ajudar no que puder, afinal a Semana de História deve ser feita pelos alunos e para os alunos.

O só clicar no link, para conhecer o blog:
 http://www.viiishuva.blogspot.com/

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Dica de férias: Casa do Capitão Mor


Aproveitando o que ainda nos resta das férias, gostariamos de deixar uma dica de atividade para os estudantes, professores de história e interessados no assunto, que é a visitação a Casa do Capitão Mor, na cidade de Sobral. Um espaço onde é possivel conhecer e debater a respeito da história de Sobral, através de outras memória e uma outra história da cidade.

A Casa do Capitão Mor está localizada ao lado esquerdo da Igreja Matriz, espaço do primeiro núcleo urbano de Sobral, onde outrora surgiu a Fazenda Caiçara, dando origem a cidade de Sobral. A casa em estilo colonial foi provavelmente construída em 1772, sendo um dos poucos exemplares da arquitetura, dos materiais e das técnicas construtivas do século XVIII.

A casa pertenceu ao Capitão-Mor José Xerez de Furna Uchoa, um dos mais antigos moradores da Vila Distinta e Real de Sobral, pioneiro na plantação de café no Ceará. Sendo hoje o edifício mais antigo da cidade, o imóvel passou por um processo de restauração a partir de prospecções arqueológicas realizadas no ano de 2001, que permitiram que o imóvel resgatasse suas características iniciais, possibilitando as atuais gerações vivenciar este elo entre passado e presente, memória e história.

Desde então está aberta à visitação, tendo sido transformada em Centro de Referência histórica e cultural de Sobral, desenvolvendo atividades no âmbito da história e cultura local e fortalecendo os laços identitários do povo sobralense com as suas raízes. Na casa busca-se conhecer como se deu o desenvolvimento urbano da cidade de Sobral, através de uma exposição permanente a respeito de um dos seus mais antigos moradores, o Capitão Mor José Xerez, bem como os achados arqueológicos provenientes do processo de escavação e restauração ocorrido neste imóvel. A casa abriga também o Escritório Técnico do IPHAN (4°Superintendência Regional), um Centro de Documentação da Secretaria de Cultura do Município sobre a História Local, além dos resultados do Mapeamento Cultural realizado em Sobral, com seu acervo sobre as tradições, o patrimônio material e imaterial.

Quem não conhece vale apena conferir, e quem já conhece fique a vontade para revisitar.

A Casa do Capitão-Mor está situada á Rua Randal Pompeu, 145, ao lado da Igreja da Sé.
Horário de visitação: Segunda à sexta-feira de 08hs às 12hs e 14hs às 18hs (outros horários de visitação mediante contato antecipado)
Agendamento de grupos: (88) 3611-6599 ou 3611- 1236.



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quinta-feira, 8 de julho de 2010

E lá vamos nós!


Fim de semestre - prova, artigo, fichamento, resenha, relatório - (que depois agente nem sabe se os professores vão ler), XII Encontro Estadual de História no Cariri (estivemos lá representando), Copa do Mundo, eliminação do Brasil (Dunga burro, Dunga burro), etc. e tal. Enfim galera, com isso tudo o Pássaro esteve meio bastante paradão nos últimos tempos.

Mas estamos de Fériaaaaas (trabalhando, sem dinheiro e preocupados com a Monografia). E estaremos retomando as atividades no blog, com novas idéias, torcendo para conseguir por em prática!
Aproveitamos para agradecer a galera que continua acessando o blog. Pois é, mesmo sem atualização o blog continuou recebendo visitas e ganhou novos seguidores. Sejam bem vindos e obrigado a todos!
E caso tenham alguma sugestão fiquem a vontade para enviar-nos, e para comentar.

Em breve novidades, ou o seu dinheiro de volta!

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Promoção Blog Professor Carlos Augusto

















 Como nós do Pássaro de Minerva somos simplórios acadêmius acadêmicos, ou seja um bando de liso, e não podemos fazer promoções para os nossos leitores, o que podemos fazer é divulgar as promoções legais que estão rolando.

Assim, em comemoração a marca de mil acessos, o Blog do Professor Carlos Augusto vai estar premiando os seus leitores com dois livros de autoria do professor Carlos Augusto Pereira, "Cidade Vermelha" e "A Casa do Povo".

Levando em consideração, a falta de hábito de comentar as postagens presente na blogsfera  (e nós sabemos bem o que é isso), que é preocupante pois são os comentários exatemente o incentivo a manutenção e atualização do blog, afinal ninguém faz uma blog para falar sozinho; os agraciados da "promoção" serão aqueles que deixarem os dois melhores comentários no blog até que seja atingida a marca dos mil acessos. 

Então vá lá, acesse o Blog do Professor Carlos Augusto (clique aqui), deixe seu comentário e concorra. E aproveitando o espírito da coisa, deixe seu comentário por aqui também.

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quarta-feira, 31 de março de 2010

Nota à Sociedade - SINDIUVA / DCE


"Tem alguma  coisa errada na (nossa) Universidade!"
Em 2009 o SINDIUVA e o DCE representantes docentes e discentes fizeram um esforço desmedido para denunciar a situação de descaso governamental em que se encontra a Universidade Estadual Vale do Acaraú, seja a nível de governança local, seja a nível de governo do Estado.
Chamamos atenção para a falta de democracia na Instituição representada pela escolha em CEPE e CONSUNI, e não pela comunidade acadêmica, do reitor, ao se anunciar o fim de seu mandato, mas também da importância de elegermos os diretores de centros e coordenadores de cursos.
Denunciamos a necessidade de reformulação do Estatuto e do Regimento interno da UeVA, totalmente extemporâneos, únicos no Estado do Ceará e no Brasil pós regime militar, que regulam a escolha de diretores para o serviço público de forma indireta e antidemocrática.
Denunciamos à situação da IES no tocante a carência de professores e técnicos administrativos, o que precariza de modo geral todo o serviço docente oferecido, e, portanto, compromete a formação discente.

Denunciamos a contratação irregular de professores substitutos, que só se justificaria, em substituição a professores em saída para pós – graduação, licença maternidade e doença. Assim como denunciamos as condições salariais dos substitutos que não acompanharam a reposição salarial que os professores efetivos tiveram como saldo positivo das greves que fomos forçados a fazer em 2005 e 2006.
Denunciamos a contratação de “professores colaboradores”, não menos irregular e vergonhosa, por uma fundação ligada a IES, que afronta a comunidade acadêmica, a sociedade e a lei, visto que todos sabem que a contratação para o serviço público só pode se dar por concurso público de provas e títulos.
Porém, as denúncias não param diante do descaso governamental, no tocante a não construção dos RUs, restaurante e residência universitários, o que uma vez feito, diminuiria a condição de espoliação em que se encontra boa parte dos estudantes.
E por fim, vimos denunciar que nossa luta ficou sem resposta, a não ser pela afirmação do governador Sr. Cid Gomes, que assegurou em pronunciamento na UECE, em 2009, “que durante seu governo não faria concurso para professor efetivo”, o que vem se confirmando, porque até agora sabemos de dois concursos públicos confirmados em 2010 para a URCA e UECE, contudo, para professores substitutos, (também foras da lei), sendo que estamos tentando (SINDUECE, SINDURCA e SINDIUVA) uma audiência pública com o governo para renovarmos nossa reivindicação, até agora sem resposta.
Sem contar que semestre passado tivemos uma audiência pública na Assembléia Legislativa sobre estes temas e obtivemos o compromisso de deputados daquela casa em buscar junto ao governo as soluções, também sem respostas.
Perguntamos à comunidade acadêmica, à sociedade que paga seus impostos de forma compulsória para ter garantidos seus direitos, o que fazer?
Acreditamos que chegou o momento de nos unirmos por esta causa. A Universidade não pode fechar e nem pode continuar funcionando de forma precária.

POR CONCURSO PÚBLICO IMEDIATO PARA PROFESSORES E TECNICOS ADMINISTRATIVOS. PELA EQUIPARAÇÃO SALARIAL DOS SUBSTITUTOS. PELA DEMOCRACIA E FIM DO AUTORITARISMO.

SINDIUVA SEÇÃO SINDICAL DO ANDES SINDICATO NACIONAL
FILIADO A CONLUTAS.
DCE – DIRETORIO CENTRAL DOS ESTUDANTES

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da Mulher: se não fosse a mulher a história seria mentirosa

Hoje dia 08 de março é Dia Internacional da Mulher, e nós do Pássaro de Minerva não podiamos deixar de prestar nossa singela homenagem nesta data.

Como pensar a história sem a mulher? Porque durante tanto tempo as mulheres estiveram fora do círculos de produção da historica? E pior, porque acabaram por ser negadas dentro da própria história?
Crescem os debates  e a produção de uma história das mulheres, seus problemas e conquistas. E esta data é um momento de refletir a cerca das lutas travadas e das conquistas femininas ao longo da história.

Assim queriamos deixar como simbólica homenagem uma grande peróla da Mpb, a canção Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor. Uma magnifíca poesia de Otacílo Batista, musicada pelo grande Zé Ramalho, em uma das maiores odes a figura feminina e sua representação dentro da história.
Um incrível letra, que neste vídeo conta com uma singular interpretação realizada no dvd Três Meninas do Brasil. Uma verdadeira aula de história.

Parabéns Mulheres!

Se não fosse a mulher mimosa flor a História seria mentirosa...

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O Quintal dos Guerrilheiros



Uma noite, um quintal, a juventude suas ideologias e sonhos.
O curta metragem do diretor João Masarola aborda a vida de três jovens brasileiros vivenciando a pressão e repressão do período ditatorial de nossa história. Mostrando de forma sensível e sútil os questionamentos e sonhos de jovens que com os pés no chão preso ao regime da ditadura, tinham as cabeças livres em idéias.
Em tempos de BBB reality show, um belo curta sobre a realidade e os sonhos.
Confira e deixe seus comentários ou não!

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Breve Reflexão sobre o Marxismo: o espectro ainda ronda o mundo.


Há poucos filósofos e pensadores tão criticados e perseguidos como Marx, porém há poucos que mantém uma influência tão grande. Criticar o pensamento marxista acaba sendo tarefa fácil, de forma alguma pela sua teoria ser fácil ou ultrapassada, mas por conta de que o capitalismo, o sistema que criticamos e usamos, necessita se reformular, e para isso combina novas fórmulas as antigas, e a que mais tem dado certo é a da crítica do modelo marxista de Estado.

Infelizmente esse modelo acaba sendo confundido com o modelo posto em prática na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) por Vladimir Lênin e, principalmente e repugnantemente, por Joseph Stalin. A falência de tal sistema demonstra fraqueza e talvez um prazo de validade pequeno em relação ao concorrente Capitalismo, acaba sendo o principal argumento burguês, que trata o assunto infelizmente já com dogmatismo.

A teoria que Marx almejava é bem diferente da posta em prática: aconteceu uma revolução do proletariado (ou de uma burguesia esquerdista anti-Czarista) em um país agrário, gigante, porém pobre. Marx previa que isso ocorresse nos países mais desenvolvidos, onde o proletário reunisse as condições de compreender a realidade em que estava inserido e assim pudesse revolucionar o poder e quebrar a dominação burguesa, formando a ditadura do proletariado.

A Experiência Soviética partiu de circunstâncias diferentes das propostas por Marx. A elite política pode aplicar um comunismo com retoques de fascismo, criando uma “aristocracia” que compunha o PC. Vulgarizaram o Marxismo, e talvez prejudicando por incalculáveis gerações a penetração de tal pensamento.

Porém, durante algum tempo, o Marxismo vulgar fez frente ao capitalismo ocidental e ameaçou a estabilidade de muitos Estados. Mas, por que isso se o comunismo é tão inferior segundo os capitalistas?

O capitalismo necessita se renovar constantemente, tem crises quase que cíclicas (como ocorreram no século XIX e exatamente cem anos depois na década de 70 do século XX). É um sistema que se auto-consome, que sobrevive embasado em especulações, em projeções, em explorações que podem acabar sem aviso prévio ou sem a atenção devida mascarada pelo lucro abusivo, deflagrando o colapso que acaba sendo uma coisa necessária.

Através do colapso o Capital se renova, as medidas estatais tomam formas mais emergências e por isso tem uma amplitude maior, vem então um período de recuperação e abundância, que precede outra crise.

Como falei que criticar o Comunismo por motivos equivocados é fácil, também cito que criticar o Capitalismo é uma tarefa muito simples, o sistema está exposto, está doente e radiografado, mas os “médicos” tem o receio de utilizar algum antídoto, de dar o próximo passo na evolução previsto por Marx. Há de se convir que seja mais cômodo para uma pessoa sobreviver através das relações capitalistas do que almejar uma mudança radical que ninguém pode prever realmente como ficará a condição individual.

Acredito que por isso o Marxismo também se renova, acaba então formulando novas diretrizes tentando “superar” o pensamento de Marx e encontrar ou não (dependendo da intenção) uma solução mais branda ou acessível à questão social e econômica atual.

Marx não propôs de forma alguma um modelo fechado, não fundou uma religião (apesar de alguns opositores pregarem que ela exista e assim tentam formar uma “Intifada” contra o comunismo), seu pensamento é embasado no século XIX, carregado pelas transformações sociais da dupla-revolução, mas é bem verdade que suas previsões são totalmente válidas e ainda se mantém, em certa medida, atuais.

O Marxismo então se renova, se modifica, se auto-regenera e infelizmente se corrompe. O maior exemplo já foi citado, a URSS, mas hoje vemos essa degeneração, essa preguiça mental, esse assassinato de Marx no seio dos próprios seguidores que acabam utilizando o seu nome em proveito próprio. Ao invés de utilizarem a práxis ficam apenas com a prática, e uma prática muitas vezes morta, sem sal e aliada do Capitalismo Burguês... Se governar é fazer alianças como Lula diz, então o Marxismo, ou o Comunismo atual, não podem ter hoje um papel tão pequeno.

Hoje o Marxismo é também, como fora antes, bastante intelectual, teve nas últimas décadas grandes representantes, enumera-los é bastante fácil: Hobsbawm, Thompson, Hill (todos importantes historiadores ingleses); Adolfo Sánchez Vázquez, Marilena Chauí, Florestan Fernandes, Jean-Paul Sartre entre outros. Mas e os que se orgulham de se dizer Marxistas nos corredores das Universidades, colégios, fábricas ou em seus textos, e mais raramente, em seus best-sellers? Conseguem unir prática e teoria?

Espero que a resposta seja sim, mas temo pelo pior, que hoje a teoria Marxista esteja se desenvolvendo por dois ramos distintos... Um da intelectualidade, em que ser Marxista acaba acarretando um status reconhecido de inteligência e altivez, formando assim a idéia de que esse “Comunista é inofensivo” e pode então enriquecer (essa é a falência moral do marxismo); o outro é de se auto-intitular um Marxista, um Comunista (mais utilizado), um Socialista, um Revolucionário e não tentar ao menos formar uma teoria de como mudar o meio problemático.

O Marxismo então está em crise também, porém acredito que essa crise seja bem mais saudável do que a crise do Capitalismo. Necessita principalmente de união. É uma crise que tem esperança, que tem condições de ser superada de forma absoluta ou integra. Marxistas (Comunistas, Socialistas, Revolucionários em geral) de todo o mundo, Uni-vos!
Com o olhar de “Historiador” noto que o comprometimento está aumentando, que as massas estão se integrando, em velocidade pequena, mas em um futuro poderemos mudar a economia global e a posição social, se isso virá por uma revolução como propõe Marx ou será de outra forma só o grande professor “Tempo” irá dizer. O que se pode garantir é que o Capitalismo pode até se regenerar rapidamente, mas a massa humana e o nosso planeta não.
O Capitalismo será derrotado pelas suas próprias limitações. O mundo terá que se revolucionar, mais uma vez, isso será uma necessidade. Se for pela óptica Marxista não posso afirmar, mas não seria de forma alguma uma má alternativa...

PS: Leiam, critiquem, se indignem, superem... Por favor, não ignorem e nem assimilem de forma passiva.
 
Texto enviado pelo parceiro James Thiago Braga Teles da Rocha


PS: Fique a vontade, para também enviar seus textos para blog, para trocarmos idéias e confrontar visões e opiniões.
Nosso contato: passarosdeminerva@hotmail.com

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Massapê 112 anos de História. Só isso?!

Bem é um prazer estar de volta, como massapeense, e acredite com imenso orgulho. Hoje 5 de fevereiro, a cidade de Massapê, comemora 112 anos de emancipação política da cidade vizinha ao qual os massapeenses paradoxalmente são apaixonados, Santana, deve ser a mulher santanense...

Assim não pude deixar de ler a pitoresca frase em uma enorme faixa na praça matriz da cidade, com os seguintes dizeres: “Parabéns Massapê, por seus 112 anos de história!”.
Bem, para a maioria de meus conterrâneos se trata apenas de uma simples faixa que nesta comemoração sempre traz as mesmas palavras, com exceção da data; todavia o olhar deste projeto de historiador foi arremetido de incontáveis indagações.

As primeiras indagações são as seguintes: A história de uma cidade só começa com sua emancipação política? Não se sentiam como povo massapeense os habitantes em 1888? Quem determina quando a história começa? Seria o historiador? Com 112 anos de “história” porque inda hoje, a antiga Estação Ferroviária do mesmo século XIX, não foi tombada? Ela não foi importante? Será que sem ela seriamos elevados de vila a cidade?

Por que depois de mais de um século não possuímos nenhuma fábrica? Seria o medo da descentralização política, o receio da perda do cabresto eleitoreiro? Emancipação de quem, se ainda dependemos do comercio de Sobral para sobreviver e da Greendene, com toda sua mais-valia - e olha que eu não sou marxista- para empregar nossa população.
Porque ainda somos movidos pelo espírito de maniqueísmo de aristocracias? Porque em Massapê, as oligarquias "evoluíram", mas o chiqueirinho continua o mesmo, contudo os donos dos porcos hoje não usam mais os chicotes dos coronéis de outrora, preferem as Hiluxs, deve ser a crise econômica, não é mesmo?.

No mais, a visão, a mentalidade, os aspectos culturais inerentes ao cotidiano do povo massapeense, são cada vez mais agravados pela teatralização de políticos cada vez mais eloqüentes, que fazem mais uso da retórica para se elocupretar à custa da alienação induzida de homens e mulheres de bem, que só se acostumaram com um mundo de A ou B, sem compreender que o “C” da Consciência é aquilo que os faz ser realmente Cidadãos.

Fazendo desta data um momento de feriado reflexão, após estas indagações queriamos sobretudor desejar nosso parabéns a cidade: Parabéns Massapê!
Porque? Pelo quê?  Cabe então, aos massapeenses refletir!     

Marcos Fábio Teixeira Lopes


PS: Será que a história de um município, de um povo só começa com sua emancipação política? A história desse país só começou com a "independência" de Portugal?
Antes das elites determinarem um novo jogo de interesses, não existiam memórias coletivas ou sujeitos ativos na configuração histórica de vilas, de capitanias, e da colônia?

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sábias Palavras


"As teias do conhecimento nos liberta!"
Benedito Genésio



Ps: Frase proferida no dia 03/02/2010, pelo grande professor Benedito Genésio, numa simplória e corriqueira conversa nos corredores do Centro de Ciências Humanas - CCH , da Universidade Estadual Vale do Acaraú.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Eleições para reitor da UVA ?!

Qual não foi a surpresa ao ir fazer minha matricula e dar de cara com esta "notícia" no site da UVA: Candidatos a Reitor são escolhidos por Conselhos Superiores da UVA (14/01/2010).
Este tipo de  "informações" propositalmente não são divulgadas para os alunos, então, gostariamos de reproduzir aqui esta baboseira "notícia", para que possam  tirar suas próprias conclusões.
O texto é tão evidente naquilo que ele pretende esconder e fantasiar, que não necessita de maiores comentários. Sem mais delongas segue o texto na integra:

Notícias - Candidatos a Reitor são escolhidos por Conselhos Superiores da UVA

Em Sessão Extraordinária do Colégio Eleitoral Especial da UVA, formado pelos membros do Conselho Universitário (CONSUNI), do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) e do Conselho Diretor (CONDIR), foi realizada a votação para a escolha dos candidatos ao cargo de Reitor da Universidade. A eleição aconteceu nesta quinta-feira, dia 14, no Salão de Atos da Reitoria, no campus da Betânia.
Com 73 votos favoráveis, foi eleita a única chapa inscrita, composta pelos professores Antonio Colaço Martins, Maria Palmira Soares de Mesquita e Fabianno Cavalcante de Carvalho. Os nomes dos candidatos, que constituem a Lista Tríplice, serão encaminhados para a apreciação do Governador do Estado do Ceará, Cid Gomes, que nomeará o novo Reitor da Universidade, para o mandato de 4 anos.
Na votação, dos 99 membros dos Conselhos Superiores da UVA com direito a voto, participaram 80 votantes. A Comissão Eleitoral Especial, presidida pelo Procurador Jurídico da UVA, Emmanuel Pinto Carneiro, apurou, ainda, três votos contrários, dois em branco e dois votos nulos.
“Nós utilizamos a democracia representativa por meio dos Colegiados, que possuem representantes de todas as categorias da UVA. Representantes, estes, livremente escolhidos pela comunidade a que eles representam. Os Colegiados estavam presentes e fizeram uma votação muito consciente. O processo eleitoral, sob o ponto de vista processual, ocorreu muito bem; sob o ponto de vista jurídico, foi muito seguro; e sob o ponto de vista administrativo, os dois colegas que formam a Chapa comigo estão altamente qualificados para assumir qualquer cargo de direção” (grifo nosso), explica o Reitor da UVA, Professor Antonio Colaço, sobre o processo eleitoral.
Para concorrer à eleição, os candidatos teriam que formar chapas constituídas, cada uma, por três nomes. Como apenas uma chapa foi inscrita, os membros do CONSUNI, CEPE e CONDIR tiveram que votar a favor ou contra os nomes propostos para compor a Lista Tríplice.

Agora gostariamos de propor algumas indagações, partindo do presuposto que ninguém aqui acredita em Papai Noel  informação imparcial: 

- Por que será que este reunião ("sessão extraordinária") aconteceu justamente no periodo de férias dos discentes da UVA?
- Por que cargas d'água  esta reunião e esta votação - "muito consciente" nas palavras do Senhor reitor - teve como resultado a formação de uma única chapa?
- Quantos destes "representantes" - "livremente escolhidos" , segundo o reitor - presentes nesta reunião  você conhece ou sabe quem é?
- Por que será que a chapa única só tem presente os que já estão no poder?
- Na sua opinião qual seria o interesse e comprometimento do atual governador com a educação do nosso Estado, se ele estava defecando e andando pouco interessado, com a greve dos professores do Estado, bem como para a paralisando das Universidades Estaduais?
- Será que a decisão tomada por estes nossos pretensos representantes, representou efetivamente sua vontade enquanto estudante desta Universidade?

Nós do Pássaro de Minerva, daremos um saco de Maria Maluca e um quebra queixo, para quem adivinhar os imprevisíveis resultados desta eleição!

Fique a vontade para deixar sua opinião nos comentários. 

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A simbologia da Coruja.

De aparência muito estranha esta ave de rapina ao longo da história da humanidade tem simbolizado, conhecimento, sabedoria, pavor, e diversas crenças oriundas do mundo espiritual.

Na mitologia grega encontramos Athena, a deusa da guerra e sabedoria que tinha como mascote, uma coruja. Os gregos, principalmente os de pensamento filosófico, consideravam a noite um momento de revelação. E sendo a coruja um pássaro noturno, acabou sendo representado por essa busca do saber. Já no Império romano, a ave era tida como animal agourento, seu canto anunciaria que a morte estava próxima.
Conta-se que em uma língua nórdica antiga, ela era chamada de "Ugla", palavra que imita o som do seu canto, e que daria origem ao termo "Ugly", feio em inglês. Interessante notar que ao identificar um animal para símbolo disso ou daquilo, a cultura universal escolhe àqueles de aparência esquisitas. Como o sapo, símbolo da fartura e boa sorte, e a águia símbolo da transformação do ser humano.

Conforme a história, diferentes civilizações adotaram estranhos animais para simbolizar a sabedoria. Como a tartaruga para os chineses e um peixe para os Celtas.

A tradição dos índios norte-americanos diz que a coruja mora no Leste, lugar de iluminação. Posto que a humanidade teme a escuridão, a Coruja enxerga no breu da noite. Onde os humanos se iludem ela percebe com clareza, acreditavam os índios.

No folclore brasileiro, consta que, para os seus filhotes não fossem vítimas de predadores, esta já ia lhes avisando - seria facil reconhecê-los, eles eram os "mais bonitos" da floresta. Daí o dito popular: "Toda a coruja gaba-se do seu toco", referindo-se ao ninho de seus horríveis filhotes. Assim como uma mãe elogia seus rebentos mesmo sabendo que todo recém-nascido não tem (ainda) nada de beleza.

Para os filósofos gregos o símbolo da sabedoria está intimamente ligado à influência da mitologia, de onde se origina a filha de Zeus, deus dos deuses, Athena, como fora dito deusa da guerra e da sabedoria. Athena traz pousada em sua mão direita a figura da ave noturna, que segundo a lenda sempre estava ao seu ombro, revelando-lhe as verdades invisíveis. É a crença difundida até os dias de hoje por filósofos contemporâneos.

No esoterismo que envolve parte da simbologia da Coruja, vamos encontrar uma sociedade secreta denominada Bohemian Club, fundada em 1872 em São Francisco,EUA, onde se reunem periodicamente. Uma vez por ano a sociedade convida para um grande encontro, homens poderosos da elite. O encontro é realizado em um grande bosque chamado Bohemian Grove. No centro, há uma grande pedra em forma de coruja.

Desde sua fundação foi adotado como símbolo uma coruja e uma estátua, que simboliza "estantes" de conhecimento. Seu lema é: "Weaving dealing spiders come not here", isto é, "Deixe seus negócios sujos na porta."

Curiosidade: a coruja vira a cabeça quase totalmente. O que amplia seu ângulo de visão, superior ao do ser humano.

Texto originalmente produzido, e gentilmente cedido pelo Blog do Guara.
Clique aqui para conhecer o Blog do Guara!

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Matrículas 2010.1


Galera, as matrículas dos veteranos para o semestre de 2010.1 da Uva começaram hoje e se estendem até sexta feira, dia 29 de Janeiro.
Como sempre as matrículas são pelo site da Universidade, e quem já tem experiência sabe os problemas que isso gera. Então é melhor ir  logo lá no site e torcer para dar tudo certo com sua matrícula.

Boa sorte!

Link para o site da Uva

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sábado, 16 de janeiro de 2010

I Seminário Nacional Fontes Documentais e Pesquisa Históricas (Campina Grande - PB)




Entre os dias 01 a 04 de dezembro de 2009, ocorreu na cidade de Campina Grande na Paraíba, o I Seminário Nacional Fontes Documentais e Pesquisa Históricas: Diálogos Interdisciplinares, e apesar dos percalços do caminho (como um "pequeno" desvio na rota que quase nos levou rumo à Tocantins, o desembolso de verba para abastecimento do ônibus para não ficar no meio do caminho e as cansativas quase 14 horas de viagem), o pessoal do "Siará" marcou presença no encontro.

O Seminário organizado pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Campina Grande - UFCG teve em seu cerne a problemática referente às fontes documentais, buscando desta forma refletir a cerca dos desafios e possibilidades referentes a esta temática na produção histórica contemporânea.

Durante o encontro nos foi possível discutir a cerca das possibilidades e limitações que as experiências de pesquisa com a utilização de fontes documentais têm imposto ao exercício de historiadores de diferentes locais e instituições de ensino do país visando através deste debate fortalecer as práticas de pesquisa e escrita da história.

Por outro lado, foi também uma oportunidade de ver materializado em presença e voz, autores que conhecíamos somente por suas obras, textos e citações, como nos casos dos conferencistas Jose Carlos Reis, Durval Muniz de Albuquerque Jr. e Ronaldo Vainfas; que através de suas falas deram peso e vigor histórico ao evento. Sendo válido também ressaltar a participação dos alunos da UVA na apresentação de trabalhos durante o evento.


Conferência de abertura com José Carlos Reis



Assim o Seminário foi um momento excepcional para troca de idéias e germinação de outras novas. E através deste contato com as outras pesquisas, e com o conhecimento produzido em outros centros de ensino, permitir a reflexão à cerca de nossas próprias pesquisas e de nossa formação acadêmica. Pois são nestes momentos que percebemos as brechas e deficiências em nossa formação, bem como a consonância de algumas das pesquisas realizadas e conteúdos repassados em nossa universidade com a de outras universidades modelos no país, ecoando assim com a produção histórica contemporânea.

Então a partir das reflexões geradas possamos buscar dar novas dimensões, olhares, e um renovado entusiasmo a nossa formação acadêmica, elaborando novas leituras, repensando o ensino e a pesquisa vigentes em nossa universidade, e compartilhando os frutos deste contato produtivo por nos vivenciados em quatro dias na cidade de Campina Grande na Paraíba. Que aglomerando sujeitos de diferente locais e formações, pode arejar nosso interesse pela história, abrindo janelas para novas possibilidades e deixando entrar ar novo para novos vôos.

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

"Uma das coisas coisas agradáveis sobre o Natal é que pode fazer as pessoas esquecerem o passado com um presente" MDig

O Pássaro de Minerva deseja um feliz Natal a todos os que se lançam conosco neste vôo nas asas do nosso pássaro.
Feliz Natal e aproveitemos as férias!

Ps: A tirinha é do Dr. Pepper e a frase histórico-natalina é do Metamorfose Digital

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

20 Anos da Queda do Muro de Berlim

Ontem completaram-se 2 decádas da queda do Muro de Berlim. Tinha fim uma experiência singular dentro da história moderna. Um ato singular ligado a pluralidade tanto em seus motivos como em suas consequências.
Construído sob a pressão do exercito e das armas, o Mauer - como o chamavam os alemães - foi demolido no dia 9 de novembro de 1989, mas ainda hoje divide opiniões.

"A um muro de Berlim dentro de mim..." Engenheiros do Hawaii

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Nota de Pesar


Hoje o Pássaro acordou mais triste, perdemos um grande colega que nos contagiava com sua alegria e maneira de ser. Por toda a equipe que faz o Pássaro de Minerva gostaríamos de manifestar o nosso pesar pelo falecimento do caro colega Germano Leôncio de Oliveira Filho.

Assim em nome dos integrantes do Pássaro, dos alunos do curso de História da UVA e, sobretudo da Turma de 2007.1, na qual ele havia ingressado, e conquista vários amigos com sua simplicidade e simpatia, gostaríamos de evidenciar nosso sentimento e nosso pesar pela perda desse grande ser humano, com o qual tivemos a honra de conviver e de sorrir, como ele sempre fazia com espontaneidade e verdade.

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sábado, 8 de agosto de 2009

De volta, para novos vôos

Bem, antes de começar gostaríamos de pedir desculpas pelos dias nos quais ficamos “letárgicos”, problemas acontecem nas melhores famílias... Imaginem conosco! Então podemos dizer que o “Pássaro” não estava morto (ou mesmo baleado); estava migrando, mas agora voltou para novos vôos!

No XXV Simpósio Nacional de História, realizado em Fortaleza (de 12 a 17 de julho), ao qual comparecemos e participamos ativamente de suas atividades, defrontamo-nos com temáticas diversificadas, conceitos fascinantes, além de teorias e metodologias do fazer historiográfico.

O contato direto com profissionais renomados e por gratificantes surpresas da nova “safra” de historiadores, revigoraram nossa paixão avassaladora pela história, que às vezes fica diminuída contraditoriamente quando adentramos a Universidade. Por que será? Quem fez o básico sabe...

A ímpar experiência e diálogo com expoentes contemporâneos do ensino, teóricos, doutrinadores e artistas da História como: Durval Muniz, Maria Auxiliadora Schmidt, Frederico de Castro Neves, Yara Khoury, Alessandro Portelli, Nicolau Sevcenko entre tantos outros; “gigantes” reais e atuais, que nos abrilhantaram com seu discurso e práticas historiográficas. Possibilitando-nos relevantes constatações (e contestações), dentre estas, a reflexão sobre nosso futuro dentro deste ofício que escolhemos.

O choque cultural advindos nestes encontros é impactante, muito pelo fato de defrontarmo-nos com mentalidades diferenciadas, outras vivências acadêmicas, outros pontos de vista e vista de pontos (Edilberto). Este fato instiga-nos a almejar sempre novos horizontes, expandir nossos planos, alicerçar nossos discursos em bases sólidas, já que todos os argumentos podem ser contrapostos, esvaziados, refutados.

Além, é claro dos conhecimentos epistemológicos adquiridos, nos ficam também os sujeitos que conhecemos, as interações e trocas. Amizades instantâneas, que acorrem em filas, refeitórios; cochichos de palestras e que provavelmente não mais veremos, ou seja a relação com o outro, com as pessoas que são o mais importante em nossa aprendizagem, pois é através do outro, que nos projetamos na plenitude de nosso existencialismo.

Ainda como exercício de reflexão, a comparação tão temida por muitos, ganha espaço neste texto, na articulação de pensamentos sistemáticos, desta forma fica a provocação a seguir:
“Alguns escolheram a História, outros foram por ela escolhidos, sabíamos que seria difícil a compreensão de nossos pares, família, adjacentes, sociedade que fazemos parte. Sabíamos também que a atividade docente não tem a rentabilidade de outras profissões, tampouco reconhecimento e projeção de status social, alguns acreditam ideologicamente em revoluções, em utopias anarquizantes, outros em formação, ascensão e carreira. ENTÃO POR QUE VOCÊ ESCOLHEU FAZER HISTÓRIA?

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Porque “Pássaro de Minerva”?

Minerva, História e Tempo (1700), de Francesco Solimena.

“Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar”. Friedrich Nietzsche


Algumas pessoas têm nos perguntado o porquê do blog se chamar “Pássaro de Minerva”, ou mesmo o que seria este pássaro de minerva.
Pois bem. Minerva é designação romana da deusa da sabedoria, mas conhecida entre nós como Atena. E uma das figuras simbolicamente ligadas à deusa minerva na mitologia, é a coruja, constantemente presente nas imagens que retratam a deusa. Contudo, esta alegoria, sobre o pássaro da deusa minerva, foi consagrada por meio da frase de Hegel: “A coruja de Minerva alça seu vôo somente com o início do crepúsculo”.
Até ai tudo bem! Mas o que isso tem a ver com a história?
A idéia de intitular o blog com este nome surge por meio de uma simbologia usada no capítulo introdutório da obra As identidades do Brasil: de Varnhagem a FHC, do historiador brasileiro José Carlos Reis; obra que nos foi apresentado na disciplina de Historiografia Brasileira, pelo professor Carlos Augusto P. Santos
José Carlos Reis, ao explanar sobre o ofício do historiador usa esta metáfora, para ilustrar o exercício reflexivo presente no estudo da história e a relação entre passado-presente, em sentido de mútua influência. Assim o autor pontua:

“... o historiador é também um ‘pássaro de minerva’: passa a noite reexaminando o dia. Por outro lado, não tem certeza de que pode conhecer o passado-dia, pois a noite-presente em que ele está é o lugar do sonho. (...) É do alto da montanha, é dos ombros do gigante-tempo, que se contempla um horizonte mais amplo. Na verdade é de madrugada, tarde da noite, que o dia anterior é melhor pensado e organizado e também imaginado!”

O historiador assim como o faz a coruja, deve ter visão periférica, ver para além de seus horizontes, deve buscar na escuridão esclarecer as lacunas deixadas no tempo, sem temer a incerteza da jornada, deve ter sempre os olhos perspicazes para problematizar o mundo e os indivíduos.
É dever do historiador, saber que a liberdade de pensar é tão sublime quanto o vôo alçado nas maiores altitudes. “O homem está em permanente reconstrução; por isto é livre: liberdade é o direito de transformar-se.” E é inegável o poder transformador da história, e quem se deixa fascinar no seu estudo, sabe disso.
E foi pautando-se nesta simbologia, que pusemos este nome ao blog (e que nossa musa clio, não fique enciumada) . No entanto, este título não se encontra definido, estamos abertos a sugestões, não só no que diz respeito ao nome do blog, mas a qualquer outra espécie de critica ou sugestão.
Assim, faça seu cadastro no blog, poste, comente, divulgue, sugira, critique, exponha suas idéias. Esta é impulso necessário ao vôo deste pássaro. Entre em contato conosco, sua participação é a essência desta empreitada.

passarosdeminerva@hotmail.com

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Perguntas de um leitor operário



Perguntas de um leitor operário

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima refulgente de oiro moravam os seus construtores?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a lendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias.
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os banquetes?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas

Bertolt Brecht
Imagem: Tarsila do Amaral - ‘Operários’

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