Mas o porquê deste dia? Que reflexões a sociedade faz a cerca desta data? O que de fato foi feito em prol de uma reflexão séria a respeito da história e da realidade dos povos indígenas brasileiros.
E enquanto a Lei N° 11645/08 de março de 2008 que estabelece a inclusão no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, será que após dois anos de sua elaboração está sendo verdadeiramente efetivada nas escolas? Quantos de nossos municípios desenvolvem este trabalho?
Mas uma fez o que se viu na sociedade (salvo poucas exceções) foi uma abordagem meramente folclórica sobre a figura do indígena. O que podemos ver neste dia, foram apenas algumas crianças com os rostos pintados, batendo a mão na boca, dizendo que aprenderam que os índios moravam em ocas, e que inventaram a farinha e a rede.
No entanto, este total desconhecimento da história e cultura dos povos indígenas não é (de)mérito somente da rede de ensino, ela é fruto de anos de negação e marginalização da cultura e do legado indígena. E que hoje por meio de nosso silêncio e letargia corroboramos para perpetuar.
O que dizer se a próprias Intuições de Ensino Superior, teoricamente produtora dos (de)formadores de opinião, não traz pra si a responsabilidade deste debate. O que dizer, se nossa Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA, que mantém um Museu, que em seu acervo, em quase nada retrata a realidade dos povos nativos da região do Vale do Acaraú.
Aí então, só voltaremos a falar dos indígenas durante, quando algum outro índio ao ter que deixar sua terra, for queimado em alguma metrópole do país. Contudo sem perceber que esta não é uma realidade isolada e que foi historicamente construída.
Assim , na contra-mão desta ausência de reflexão, recentemente foi lançado o curta-metragem Indígenas Digitais, onde integrantes de diversas nações indígenas demonstram como o uso das novas tecnologias, como as câmeras filmadoras, celulares e internet tem sido transformadas em ferramentas importantes na luta pelos direitos das comunidades indígenas e sua comunicação dentro do mundo contemporâneo globalizado. Descontruíndo a idéia da cultura indígena enquanto algo que deve estar estagnada no tempo, e mostrando toda a dinâmica e vida desta cultura.
Taí uma boa chance de ver os índios falando sobre sua cultura e sua realidade. Assim que o curta estiver disponível na íntegra prometemos postar ou indicar onde encontrá-lo.
Hoje dia 08 de março é Dia Internacional da Mulher, e nós do Pássaro de Minerva não podiamos deixar de prestar nossa singela homenagem nesta data.
Como pensar a história sem a mulher? Porque durante tanto tempo as mulheres estiveram fora do círculos de produção da historica? E pior, porque acabaram por ser negadas dentro da própria história?
Crescem os debates e a produção de uma história das mulheres, seus problemas e conquistas. E esta data é um momento de refletir a cerca das lutas travadas e das conquistas femininas ao longo da história.
Assim queriamos deixar como simbólica homenagem uma grande peróla da Mpb, a canção Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor. Uma magnifíca poesia de Otacílo Batista, musicada pelo grande Zé Ramalho, em uma das maiores odes a figura feminina e sua representação dentro da história.
Um incrível letra, que neste vídeo conta com uma singular interpretação realizada no dvd Três Meninas do Brasil. Uma verdadeira aula de história.
Parabéns Mulheres!
Se não fosse a mulher mimosa flor a História seria mentirosa...
Uma noite, um quintal, a juventude suas ideologias e sonhos.
O curta metragem do diretor João Masarola aborda a vida de três jovens brasileiros vivenciando a pressão e repressão do período ditatorial de nossa história. Mostrando de forma sensível e sútil os questionamentos e sonhos de jovens que com os pés no chão preso ao regime da ditadura, tinham as cabeças livres em idéias.
Em tempos de BBB reality show, um belo curta sobre a realidade e os sonhos.
Confira e deixe seus comentários ou não!
Ao entrarmos no mundo acadêmico, muitas vezes acabamos por incorrer no erro de nos cerrar sob o revestimento da intelectualidade, nos fechando a realidade ao nosso redor, ou quando muito, a encarando apenas como um objeto de pesquisa, sem criar nenhum tipo de laço com esta. Esquecendo que a história se faz no campo do real, da vivência social cotidiana, esquecendo que o historiador não só estuda a história, com também a vivência.
O documentárioVidas no Lixo nos traz um relato alarmante sobre a realidade social brasileira, onde com uma aguda sensibilidade, a realidade que muitas vezes negligenciamos a lixeira de nosso pensamento, nos é escancarada por meio do relato real da vidas de crianças que reviram o lixo em busca da sobrevivência (e mesmo de alimento). Assim elas falam sobre suas vidas, suas famílias, sonhos, esperanças, o desejo de estudar.
Um bom curta para ser trabalhado em sala de aula, e para nos fazer refletir enquanto sujeitos sociais. Afinal como historiadores e professores de história, nos podemos nos privar do debate e reflexão sobre a sociedade em que vivemos. Vale à pena conferir o curta, e depois deixe seu comentário.
Cada vez mais é inegável o diálogo entre a História e as outras áreas do saber (quem foi para o Simpósio da Anpuh, pode ver bem isso), sendo inviável ao historiador se furtar a este diálogo no desenvolvimento de seu ofício.
O saber histórico vem se apropriando de novos suportes para a construção do conhecimento, tanto no âmbito da pesquisa quanto no ensino de história. Neste contexto de novas abordagens e uso de novas fontes, podemos citar o uso do suporte áudio-visual como uma ferramenta de acentuada relevância no contexto da sociedade de forte apelo imagético na qual vivemos (“uma imagem vale mais que mil palavras”).
Desta forma trazemos então, o premiado curta metragem brasileiro Ilha das Flores (1989), que configura-se sobre essa ótica da interdisciplinaridade, podendo ser trabalhado por diversas áreas do conhecimento. O curta fundamenta-se por uma olhar crítico sobre nossa sociedade de consumo e suas implicações, em um exercício de criticidade sobre o estabelecido, do qual o historiador deve se estruturar como representante, buscando observar e problematizar a realidade presente como uma construção, contendo assim sentidos e atores.
Vale apena conferir o curta e também acessar o site do Porta Curtas, que dispõe de um interessante acervo de curtas-metragens brasileiros, além de dispor de espaço com suporte pedagógico e sugestões para o uso dos curtas em sala de aula. Sem mais delongas “curta” o curta, e deixe seu comentário.
Os quadrinhos como ferramenta para o ensino de história do Brasil. Um vídeo interessante, montado com charges que abordam o padroado, abolição e a questão militar no fim do Império no Brasil. Possibilitando a analise da história por meio da crítica e do humor das charges.