sábado, 8 de agosto de 2009

De volta, para novos vôos

Bem, antes de começar gostaríamos de pedir desculpas pelos dias nos quais ficamos “letárgicos”, problemas acontecem nas melhores famílias... Imaginem conosco! Então podemos dizer que o “Pássaro” não estava morto (ou mesmo baleado); estava migrando, mas agora voltou para novos vôos!

No XXV Simpósio Nacional de História, realizado em Fortaleza (de 12 a 17 de julho), ao qual comparecemos e participamos ativamente de suas atividades, defrontamo-nos com temáticas diversificadas, conceitos fascinantes, além de teorias e metodologias do fazer historiográfico.

O contato direto com profissionais renomados e por gratificantes surpresas da nova “safra” de historiadores, revigoraram nossa paixão avassaladora pela história, que às vezes fica diminuída contraditoriamente quando adentramos a Universidade. Por que será? Quem fez o básico sabe...

A ímpar experiência e diálogo com expoentes contemporâneos do ensino, teóricos, doutrinadores e artistas da História como: Durval Muniz, Maria Auxiliadora Schmidt, Frederico de Castro Neves, Yara Khoury, Alessandro Portelli, Nicolau Sevcenko entre tantos outros; “gigantes” reais e atuais, que nos abrilhantaram com seu discurso e práticas historiográficas. Possibilitando-nos relevantes constatações (e contestações), dentre estas, a reflexão sobre nosso futuro dentro deste ofício que escolhemos.

O choque cultural advindos nestes encontros é impactante, muito pelo fato de defrontarmo-nos com mentalidades diferenciadas, outras vivências acadêmicas, outros pontos de vista e vista de pontos (Edilberto). Este fato instiga-nos a almejar sempre novos horizontes, expandir nossos planos, alicerçar nossos discursos em bases sólidas, já que todos os argumentos podem ser contrapostos, esvaziados, refutados.

Além, é claro dos conhecimentos epistemológicos adquiridos, nos ficam também os sujeitos que conhecemos, as interações e trocas. Amizades instantâneas, que acorrem em filas, refeitórios; cochichos de palestras e que provavelmente não mais veremos, ou seja a relação com o outro, com as pessoas que são o mais importante em nossa aprendizagem, pois é através do outro, que nos projetamos na plenitude de nosso existencialismo.

Ainda como exercício de reflexão, a comparação tão temida por muitos, ganha espaço neste texto, na articulação de pensamentos sistemáticos, desta forma fica a provocação a seguir:
“Alguns escolheram a História, outros foram por ela escolhidos, sabíamos que seria difícil a compreensão de nossos pares, família, adjacentes, sociedade que fazemos parte. Sabíamos também que a atividade docente não tem a rentabilidade de outras profissões, tampouco reconhecimento e projeção de status social, alguns acreditam ideologicamente em revoluções, em utopias anarquizantes, outros em formação, ascensão e carreira. ENTÃO POR QUE VOCÊ ESCOLHEU FAZER HISTÓRIA?

3 comentários:

Marcos Fábio 8 de agosto de 2009 18:29  

Boa pergunta...acho que foi pelo fato de não saber ficar calado quando vejo algo errado,por querer mudar, nem que por 5 min, mentalidades enrijecidas,por valores distorcidos.Muitos achavam que deveria ter feito algo que me deixasse rico ou "bem de vida",pois, que estes saibam que minha vida é ótima porque digo e faço o que penso e tenho vontade, não preciso de muito dinheiro para me projetar numa sociedade ilusão capitalista-consumista que faço parte(mas não comungo),no entanto,escolhi a História pela possibilidade de mudar minha forma de pensar,aprender e consequentemente, mudar a mentalidade de meus alunos, de uma história chata, decoreba,de um estudo do passado,coisa velha,imprestável...desconstruir e reconstruir,essa possibilidade plena só a História me proporciona...vlw!!!

Fernando 10 de agosto de 2009 08:53  

Escolhi a História, já que foi eu que resolvi que ia estudar história! Mas ao longo da caminhada a história foi me escolhendo e fazendo com que eu ficasse apaixonado pelo que faço, concordo com o Marcos Fábio a história muda realmente a nossa forma de pensar.

Deixem-se serem conquistados pela História e que a musa Clio possa lhes seduzirem!

Ate mais!

Edilberto 25 de agosto de 2009 16:42  

É passaro de Minerva "de volta para novos vôos".
Só queria fazer uma resalva, realmente acabo me utilizando muito do jogo entre os termos "ponto de vista e vista de pontos". Mas a frase é do Leonardo Boff: "Todo ponto de vista é a vista de um ponto."

Pois é, tá faltando a galera expressar seus pontos de vista. Vamos lá galera, o blog foi idealizado com esse intuito. Deixe seu comentário esse é o combustivel para que o "Passáro" alcance novos vôos.
"Leio, logo comento!"

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