terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Nos Ombros de Gigantes (9)


"Para fazer história não é necessário se afastar do mundo, das coisas, das pessoas, mas estar tão próximo delas que já não saibamos quando começa o eu e o outro, o eu e o eles.
Para ser historiador, como para ser poeta, é preciso não estar alheio a nada, é preciso estar envolvido pela vida, estar misturado com as pessoas e as coisas, para existir nelas, ser disfarçado."

3 comentários:

James 10 de fevereiro de 2010 12:33  

Concordo com o Durval Muniz, o historiador deve sentir a história, por isso talvez seja irreal a idéia de o hitoriador manter uma abstenção polítca ou ideológica do tema abordado.

O historiador e qualquer outro leitor ou intelectual tem o dever de não só de se pronunciar, mas agir pra colocar em prática suas idéias.

"Por mim, creio que estamos mortos há muito tempo: morremos no exacto momento em que deixamos de ser úteis." Jean-Paul Sartre

Anônimo,  11 de fevereiro de 2010 10:47  

"é preciso estar envolvido pela vida, estar misturado com as pessoas e as coisas, para existir nelas, ser disfarçado."

Muito profunda essa afirmação. Acho que se a pessoa não se deixar levar pela vida, não será um historiador(a) nem em sonho...

A vontade de entender a vida e o mundo (no meu caso, em todos os aspectos dela) e a curiosidade humana são responsáveis pelo nosso desenvolvimento como pessoas e historiadores(as).

E foi exatamente isso que me fez procurar o curso de história...

Abraço a todos!!

Marcelo Franco
2o. semestre História/UVA

Edilberto Florencio 11 de fevereiro de 2010 16:58  

Creio que o objetivo - e ñ somente o "objeto"- da história seja sobretudo o homem, independente do tipo de fonte - documento, memória, artefato - ou de abordagem - história cultural, social, politica, marxista,etc.
E é com as inquietações e problemas do presente que nos lançamos ao passado, daí a necessidade de estarmos intensamente imersos na vida e no mundo que nos cerca.
Daí também o recorrente erro para o qual Durval parace nos alerta, que é o fato de alguns intelectuais se "encastelarem" por sobre seus conhecimentos, superiores e se distantes da vida e da história que pulsa intensa nas ruas e praças, no cotidiano das pessoas.

A HISTÓRIA É VIVA!

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