sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nos Ombros de Gigantes


“O objeto da história é por natureza o homem. Melhor: os homens. Mais do que o singular, favorável à abstração, convém a uma ciência da diversidade o plural, que é o modo gramatical da relatividade. (...) são exatamente os homens que a história pretende apreender. Quem não o conseguir será, quando muito e na melhor das hipóteses, um servente da erudição. O bom historiador, esse, assemelha-se ao monstro da lenda. Onde farejar carne humana é que está a sua caça.” Marc Bloch - Introdução á História

“No ombro de gigantes”, é uma sessão do blog, destinada à exposição e debate sobre frases e fragmentos de textos de grandes autores, sejam eles historiadores ou não. Buscando fomentar debates a respeito da história e dos historiadores, por meio de vários olhares. Assim deixe seu comentário, participe contribuindo neste debate que prima pela polifonia.

2 comentários:

Marcos Fábio 22 de maio de 2009 18:18  

Achei a frase muito impactante. Primeiro por que traz à tona a visão da nova história, uma proposta social; que é feita por indivíduos e para eles próprios. Quando nos reuníamos para idealizar este espaço, nem o mais otimista dos sonhadores (Edilberto), poderia imaginar que nos envolveríamos tanto com esta proposta. Posso dizer hoje que somos de fato quem poderíamos ser. Pois, por mais que os obstáculos fossem gigantescos, estes não eram intransponíveis. Problematizar uma transvalorização dos conceitos, esse era e ainda é, nossa meta. Buscar nossa caça, seguir o rastro dos grandes historiadores e acima de tudo, trilhar nossos próprios caminhos. Enquanto muitos diziam por quê?... Preocupamos-nos em dizer por que não?...Ajude-nos comentando as frases semanas, precisamos do seu comentário, da sua critica!!!

Edilberto 27 de maio de 2009 17:25  

Pois é, acho mesmo que sou um otimista sonhador, e isso me faz ter esperança no ser humano. E é este mesmo ser humano agindo e interagindo que constrói a história. Por mais que se estude um documento, um achado arqueológico, uma construção, uma expressão artística, é sempre o homem a essência deste movimento de pesquisa.
Como diria Marx: “(...) a história não faz nada, ela não possui nenhuma imensa riqueza, ela não trava nenhuma batalha. É sobretudo o homem, o homem realmente vivo, que executa tudo, que domina e que luta.”
Assim como bem afirma o historiador Dênis Melo em suas aulas, estudar história é um “exercício de alteridade”. E desprender-se de seus preconceitos neste busca do outro, em outras épocas.

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